4.3.08

Eis a primeira imagem de Kyikoo Khan & Chamarrita Pandeireta!



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Ouvindo Stephan Micus, na sala, nós 3 refastelados... bom, eu interrompi para fotografar. E o Kyikoo adorou receber a coleira! Há que respeitar os temperamentos... ;)



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hmm... eles na cama! Este bichano é um docinho cheio de amor, paciência e tolerância! Tanta bondade, só encontrei no coração da Tonta. Juro. E a alegre Chamarrita há-de espevitá-lo! :)





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E a cereja no topo do bolo! Em menos de 24 horas, só pode ter sido por artes mágicas: estão, disciplinadamente, a comer juntos.




Reinam a alegria e a tranquilidade no Castelo de Xavier.

1.3.08

Vem aí o Rei!




O Castelo de Xavier terá em breve um novo Senhor: chama-se Damasco (por enquanto!... quando o conhecer melhor, logo lhe encontrarei o nome).
Estão a ser feitos os preparativos para o receber - até catnip vai haver, imaginem a festança! Grandes mudanças estão já a acontecer :)

Eu bem sei que o apartamento está para venda. Mas, se chegar a ser vendido, o Castelo de Xavier permanecerá aqui, neste virtual mundo paralelo, e outro castelo será erguido noutra morada; e este lugar será um lugar onde houve alegria, felicidade, vida, vida, vida!
E, se a Fortuna não desejar que esta fracção seja vendida, aqui continuará o reino que cabe dentro do coração do Castelo de Xavier.
Entrego-me nas mãos do Destino. Alea jacta est! (a sorte está lançada!)

29.2.08

Todo o Amor que houver nessa vida



Todo amor que houver nessa vida

(Cazuza)


Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria

28.2.08

Destino


Pastora de nuvens, fui posta a serviço
por uma campina desamparada
que não principia nem também termina,
e onde nunca é noite e nunca madrugada.

(Pastores da terra, vós tendes sossego,
que olhais para o sol e encontrais direção.
Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo.
Eu, não.)

Pastora de nuvens, por muito que espere,
não há quem me explique meu vário rebanho.
Perdida atrás dele na planície aérea,
não sei se o conduzo, não sei se o acompanho.

(Pastores da terra, que saltais abismos,
nunca entendereis a minha condição.
Pensais que há firmezas, pensais que há limites.
Eu, não.)

Pastora de nuvens, cada luz colore
meu canto e meu gado de tintas diversas.
Por todos os lados o vento revolve
os velos instáveis das reses dispersas.

(Pastores da terra, de certeiros olhos,
como é tão serena a vossa ocupação!
Tendes sempre o início da sombra que foge...
Eu, não.)

Pastora de nuvens, não paro nem durmo
neste móvel prado, sem noite e sem dia.
Estrelas e luas que jorram, deslumbram
o gado inconstante que se me extravia.

(Pastores da terra, debaixo de folhas
que entornam frescura num plácido chão,
Sabeis onde pousam ternuras e sonos.
Eu, não.)

Pastora de nuvens, esqueceu-me o rosto
do dono das reses, do dono do prado.
E às vezes parece que dizem meu nome,
que me andam seguindo, não sei por que lado.

(Pastores da terra, que vedes pessoas
sem serem apenas de imaginação,
podeis encontrar-vos, falar tanta coisa!
Eu, não.)

Pastora de nuvens, com a face deserta,
sigo atrás de formas com feitios falsos,
queimando vigílias na planície eterna
que gira debaixo dos meus pés descalços.

(Pastores da terra, tereis um salário,
e andará por bailes vosso coração.
Dormireis um dia como pedras suaves.
Eu, não.)


(Cecília Meireles)

24.2.08

MUDA DE VIDA



(é, é mesmo a voz de António Variações!)

23.2.08

Lanterna dos Afogados



Gal Costa & Herbert Viana

é já ali, junto ao Farol das Estrelas.

1.2.08

hoje eu tô sozinha



Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí é só eu que ganho

Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém

Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior

(Ana Carolina)

Judy Collins & Leonard Cohen



Suzanne takes you down to her place near the river
You can hear the boats go by
You can spend the night beside her
And you know that she's half crazy
But that's why you want to be there
And she feeds you tea and oranges
That come all the way from China

And just when you mean to tell her
That you have no love to give her
Then she gets you on her wavelength
And she lets the river answer
That you've always been her lover

And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that she will trust you
For you've touched her perfect body with your mind.

And Jesus was a sailor
When he walked upon the water
And he spent a long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said "All men will be sailors then
Until the sea shall free them"

But he himself was broken
Long before the sky would open
Forsaken, almost human
He sank beneath your wisdom like a stone

And you want to travel with him
And you want to travel blind
And you think maybe you'll trust him
For he's touched your perfect body with his mind.

Now Suzanne takes your hand
And she leads you to the river
She is wearing rags and feathers
From Salvation Army counters

And the sun pours down like honey
On our lady of the harbour
And she shows you where to look
Among the garbage and the flowers

There are heroes in the seaweed
There are children in the morning
They are leaning out for love
And they will lean that way forever
While Suzanne holds the mirror

And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that you can trust her
For she's touched your perfect body with her mind.

31.1.08

para todas as mulheres sós

24.1.08

OBJECTIVOS INDIVIDUAIS, por Teresa Martinho Marques



OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

Agora que o ano começa,
E para que comece bem,
Vou fazer uma promessa
Ao meu pai e à minha mãe:
Cumprirei os cem por cento do meu serviço lectivo,
Os mui nobres objectivos do apoio educativo,
O serviço não lectivo, sempre de olho bem vivo,
Para ter pontuação máxima do conselho executivo.
Serei a melhor a melhorar, os resultados de alunos,
E nunca mais dormirei, se isso significar, provar por A+B
Que sou eu quem mais consegue abandonos evitar.
E ainda, coisa pouca, vou participar que nem louca,
Na vida do agrupamento, actividades e festas,
Projectos curriculares, extracurriculares,
Tudo o que me ordenem chefes e titulares,
Andarei em roda-viva, somando pontos à toa,
Não quero que nada me escape, que eu cá sou muito boa
E bem pouco dada a ais,
Quando defino e cumpro objectivos pessoais.
Serei moça empenhada,
Cheia de qualidade na minha participação,
E não haverá nenhum chefe
Que não repare em mim e em toda esta dedicação.
Já nos órgãos de gestão, estruturas de orientação,
Função de avaliador, de mestre coordenador, pontitos não posso ter...
Não quis ser titular e portanto por aí, não há nada a fazer
Mas livro-me, sim senhor, de ser bem investigada,
Com pormenor e rigor, pelo senhor inspector.
Promessas p’rá formação, não sei se as posso fazer,
Com o trabalho do mestrado não me sobra qualquer tempo,
Mesmo que durma pouco e ande sempre a correr...
Mas tentarei, ind’assim, ter máxima pontuação,
Na avaliação de projectos, dos de investigação,
Cheios de inovação da coisa educativa,
Que eu por mais que me sufoquem,
Esbracejo e venho à tona, tentando ser criativa.
Prometo relacionar-me, com toda a cordialidade,
Com todos e mais alguns, escola e comunidade,
Ter sempre o máximo dos pontos, sorrir a sérios e tontos,
Desenvolver contra a náusea, toda a minha imunidade.
E preparar, organizar, realizar as actividades lectivas,
Para que o chefe me dê, sempre sem hesitar,
Os quatro máximos pontos,
Seja qual for o parâmetro que esteja a considerar,
Cumprir objectivos, programas, tudo correcto sem falhas,
Disfarçando bem as gralhas,
Usar muitos materiais,
Ter em ordem dossiers e estimular tudo mais,
Mesmo agora sem ter tempo para as aulas preparar.
E para ele me pontuar, maximizando o número,
A relação pedagógica, nas aulas que for visitar,
E se convencer também que sou boa a avaliar,
Recorrerei ao açúcar, chocolates, rebuçados,
Gelados e mais recompensas, promessas e ameaças,
Feitiços e outras graças que eu não sou de brincadeiras,
Ou bem que os miúdos ajudam, p’ra ninguém me mal grelhar,
Ou bem que se fritam eles se não querem ajudar.
E na auto-avaliação direi o melhor de mim
Que se a gente não se amar,
Quem de nós irá gostar tanto, tanto, tanto assim?
No fim de tudo isto, se não garantir um excelente,
Porque não há lugar na cota e é inconveniente,
Morderei de novo a raiva, farei um sorriso contente
Será melhor prevenir, despeço-me por mais dois anos,
Na esperança do que há-de vir,
Que a coisa definhe e morra de enfarte e estupidez
E que eu sobreviva à dita,
Sem ter ferido o amor que aqui me trouxe e me fez
De alma e coração, acordada e alerta,
Contra todos os absurdos, sem me vergar com a dor
Defender com toda a força,
A coisa séria que é isto de ser professor.
Agora que o ano começa,
E para que comece bem,
Vou fazer uma promessa
Ao meu pai e à minha mãe:
Prometo ser forte e lutar para que o pesadelo descrito
Não me afogue a inteligência,
Não me contamine o corpo,
Não me deforme o sorriso,
Nem me impeça de sonhar...

Teresa Martinho Marques
in, Correio da Educação
N.º 320 | 07 de Janeiro de 2008

http://www.asa.pt/CE/

21.1.08

Música



Deslumbrante, mágico e venerável. Eis Stephan Micus.

13.1.08

faz hoje 9 anos que partiste...



(para o meu João Padrinho)

11.1.08

Terra Pura



Crónicas da Terra

Muito bom!

Panthera Felis



Chamarrita Pandeireta

(Feliz ano novo, Sr. José Medeiros!)

10.1.08

Tenho tantas saudades tuas...

JANUS


JANUS

7.1.08

hm?




Reparo agora como a amora tem um narizito "akoalado"....

cartas de lugar nenhum





Rebuscando algo sobre "cuidado com a gata" encontrei este blog brasileiro, que faz estremecer de sorriso. Sabe bem!

Também me surpreendi com a poesia. A poesia dos gatos. Acho que era Vinícius de Moraes quem dizia que um gato é poesia em movimento, não me lembro bem. Não interessa.

Aqui o castelo de Xavier começa a ser reconstruido, entre o ano novo português e o ano novo chinês. Ontem à noite ergui duas paredes e um muro e pintei de branco brilhante o umbral da porta dos arrumos (quase ex-wc, que ainda tem sanita e bidé; o lavatório dá jeito para as pinturezas...).
A placa de cerâmica que diz "xixis e cocós" será colada na porta da casa de banho de nosso uso, mas na parte de dentro, por baixo dos roupões. É que foi a minha Amiga que me a deu, emana a Sua bondade e amor incondicional de quem apenas não é unida pelo sangue que se mostra quando nos ferimos.
A cama será, provavelmente, repintada com lilases, rosas-chá, verdes secos e marfins dourados. Em triunfo descerá da escuridão do sótão para onde foi exilada já nem sei em que mudanças.

Como nós, uma casa, um quarto, reconstrói-se dia a dia. Sempre o mesmo espaço, idas e vindas de objectos, novas cores, novas roupagens, desta vez os móveis serão idealmente distribuidos, sempre desta vez, até que um dia se inicia a última obra, os últimos reparos, até que um dia já nada interessa e apenas a memória de um lugar que, na despedida já levemente saudosa, se tornou - pelas descontruções que a própria memória executa - a imagem do que somos por dentro e que continuaremos, até que se acabe a eternidade desta vida, a procurar realizar fora de nós.

Ainda não encontrei nenhuma placa pré-feita, gira, a avisar que a gata é a guardiã deste castelo, a sua rainha-guerreira.

3.1.08

para a Sunshine






Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo,
E ao beber nem recorda
Que já bebeu na vida,

Para quem tudo é novo

E imarcescível sempre.

Coroem-no pâmpanos, ou heras, ou rosas volúteis,

Ele sabe que a vida

Passa por ele e tanto

Corta à flor como a ele

De Átropos a tesoura.

Mas ele sabe fazer que a cor do vinho esconda isto,
Que o seu sabor orgíaco
Apague o gosto às horas,

Como a uma voz chorando

O passar das bacantes.

E ele espera, contente quase e bebedor tranquilo,

E apenas desejando
Num desejo mal tido
Que a abominável onda

O não molhe tão cedo.

19/06/1914
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Ricardo Reis

2.1.08



"There is no difference between you and I. In fact you can say that there is no you and I. That means we are one in mind, body and spirit. Everything else is a trick to seperate us from one another. Mankind has forgotten that the spirit resides within us, not in words and books that can be mistranslated from there original spririt. Now that we have awakened we are not mistaken. We have come home to our original enlightenment that we are all Buddhas."

Namo Shakyamuni Buddha